Domingo e a nostalgia de uma nota de piano, flutua pela casa trazendo lembranças
ultimo dia da semana para nos ocidentais, primeiro dia de trabalho na religião muçulmana
porque serra que esse dia nos deixa assim tristonhos desde que somos crianças?
se na verdade é só o recomeço de mais uma semana,
domingo é dia de futebol e formula 1, feijoada e família,cerveja, amigos e telediversão de alto nível
Domingo em outras línguas é o dia do sol, na nossa simboliza o dia do senhor
Existe até uma republica que descoberta nesse dia foi baptizada por Colombo de domínica
dia de clube,de churrasco e de sonhar o impossível, sair da rotina previsível do nosso dia a dia, ganhar na loteria uma soma astronômica.
Em algumas cidades do mundo, domingo fecham certas ruas para abrir lãs para a vida,
carros proibidos na avenida atlântica, crianças passeando , famílias a conversar nessa calçada concorrida.
Seria o ponto de chegada ou de mais uma partida? Domingo a mente descansada se prepara pra enfrentar,
o doce lazer de viver e de lutar para comer, pagar as contas da semana e esperar que vire o mês.
Dia de apostar, de vibrar e torcer, parar pra respirar ,comer pipoca e ver uns filmes.
Tantas vezes tao chuvoso , por ser o dia do passeio,
tocam sinos nas igrejas e os fieis correm pra missa.
Cultura gratuita nos museus todo domingo,mas a nossa sabedoria para eles, é motivo de receio.
Sera que quem domina o mundo dorme sossegado ,ou serra que nesse dia pede perdão pela Cobiça?
Domingueira na preguiça , colhendo jabuticabas,
relembrando minha infância e chupando manga.
Tem pitanga na varanda , perfumando a noite,
e o olhar de uma criança que acredita em fadas.
Dia de casa bagunçada esperando a diarista de segunda,
tem gente na faxina urgente pois os pais já vão chegar.
Dia de prato requentado , de estudo até o sol raiar,
para preparar ate o final o dia por vir vou pernoitar.
mardi 19 avril 2011
imagens de uma guerra
imagens de uma guerra
mancha de sangue estampada no que restou da parede,
o teto todo furado , a casa abandonada,
rastros de uma horda que semeia desordem.
focos de fogo,e cinzas do que restou,
os estilhaços são tantos que não se enxerga mais nada,
vozes ferozes vindas direto do alem,
nem um murmuro,ou suspiro,alem dos gritos dos fritos.
nuvens cinzentas, num céu pesado de chumbo ,
fogo cruzado,e não tem corpo fechado,
pra quem morreu resta a lembrança do zumbo.
são milhares de zumbidos que se espalham cruelmente,
nervosismo a flor da pele,adrenalina e mescalina,
não faz sentido que se lute para quem sempre nos mente,
mais são momentos tao humanos que ate parece nossa sina.
reconstruir pra destruir, de forma sempre assassina.
a elite do tiro e um coelho perdido,
as pedras de um povo contra os tanques do adversário,
a eterna lei da força criou um mundo ferido,
não ha lugar para os fracos e sobreviver e necessário.
você usa um calendário diferente do meu,
se ajoelha para um deus diferente do meu,
tem costumes tao estranhos que parece maluco,
então não vá se aproximar ou senão lhe machuco.
montanhas de pedras, e ruínas inconcretas,
calmaria efémera, e eles querendo fêmeas.
são meses fora de casa, e um soldado cansado,
botinas cheias de lama tem que ficar sempre alerta
entre uma bomba e outra ele sonha com as gémeas,
serra que algum dia vai rever seu lar amado?
um uniforme suado, de mais um pobre coitado ,
que vai morrer pela pátria mais que nem sabe porque.
fila de caixões de quem defendeu nosso lado,
rezando pra estar vivo na hora do desembarque.
defensor da causa justa, kamikaze incontrolável,
mais que jogo perigoso, se você perder já era.
viver dentro de um blindado,a confiança inabalável
morreu sem dizer adeus,e a miséria se aglomera.
mancha de sangue estampada no que restou da parede,
o teto todo furado , a casa abandonada,
rastros de uma horda que semeia desordem.
focos de fogo,e cinzas do que restou,
os estilhaços são tantos que não se enxerga mais nada,
vozes ferozes vindas direto do alem,
nem um murmuro,ou suspiro,alem dos gritos dos fritos.
nuvens cinzentas, num céu pesado de chumbo ,
fogo cruzado,e não tem corpo fechado,
pra quem morreu resta a lembrança do zumbo.
são milhares de zumbidos que se espalham cruelmente,
nervosismo a flor da pele,adrenalina e mescalina,
não faz sentido que se lute para quem sempre nos mente,
mais são momentos tao humanos que ate parece nossa sina.
reconstruir pra destruir, de forma sempre assassina.
a elite do tiro e um coelho perdido,
as pedras de um povo contra os tanques do adversário,
a eterna lei da força criou um mundo ferido,
não ha lugar para os fracos e sobreviver e necessário.
você usa um calendário diferente do meu,
se ajoelha para um deus diferente do meu,
tem costumes tao estranhos que parece maluco,
então não vá se aproximar ou senão lhe machuco.
montanhas de pedras, e ruínas inconcretas,
calmaria efémera, e eles querendo fêmeas.
são meses fora de casa, e um soldado cansado,
botinas cheias de lama tem que ficar sempre alerta
entre uma bomba e outra ele sonha com as gémeas,
serra que algum dia vai rever seu lar amado?
um uniforme suado, de mais um pobre coitado ,
que vai morrer pela pátria mais que nem sabe porque.
fila de caixões de quem defendeu nosso lado,
rezando pra estar vivo na hora do desembarque.
defensor da causa justa, kamikaze incontrolável,
mais que jogo perigoso, se você perder já era.
viver dentro de um blindado,a confiança inabalável
morreu sem dizer adeus,e a miséria se aglomera.
Trem do trabalhador
Trem lotado, todo dia essa eterna correria,
um salário que na boa, ate parece brincadeira.
não reclama, já faz tempo,e por pouco esqueceria
que ele vive feito bicho,no lixo da bagaceira
Evolui no dia a dia e não tem tempo pro amanha,
se parar pra respirar perde seu lugar na fila.
o luxo exorbitante pelas ruas desfila,
enquanto ele se vira com malícia e sem manha
a cultura anda cara,a sabedoria escassa
se tudo tem seu preço, a violência não é de graça
o poder é de poucos a pobreza é da massa,
mais o rumo dessa vida agente é que traça
o transporte anda caro , a refeição dobrou de preço
o amor se faz raro, e oque resta é o desapreço
solidão e desamparo, num lamaçal espesso
sua sorte não tem faro,mais merece meu apreço.
um salário que na boa, ate parece brincadeira.
não reclama, já faz tempo,e por pouco esqueceria
que ele vive feito bicho,no lixo da bagaceira
Evolui no dia a dia e não tem tempo pro amanha,
se parar pra respirar perde seu lugar na fila.
o luxo exorbitante pelas ruas desfila,
enquanto ele se vira com malícia e sem manha
a cultura anda cara,a sabedoria escassa
se tudo tem seu preço, a violência não é de graça
o poder é de poucos a pobreza é da massa,
mais o rumo dessa vida agente é que traça
o transporte anda caro , a refeição dobrou de preço
o amor se faz raro, e oque resta é o desapreço
solidão e desamparo, num lamaçal espesso
sua sorte não tem faro,mais merece meu apreço.
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